Após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre deste ano, a WEG enfrentou uma queda de 6,36% nas suas ações.
As ações da WEG fecharam a quarta-feira (21) cotadas a R$ 45,36 (Foto: WEG, Divulgação, Google Finanças).
Apesar de reportar um lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre de 2023, a companhia de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, não conseguiu agradar os investidores, resultando em uma queda significativa na Bolsa de Valores. Entre os dias 20 e 21 de outubro, as ações da empresa sofreram uma desvalorização de 6,36%.
Segundo análises do BTG Pactual, um banco de investimentos, a WEG representa uma tese de crescimento, porém as margens de lucro apresentaram um desempenho inferior ao esperado. “Embora a receita líquida tenha superado nossas expectativas, ela se alinhou com o consenso de mercado, sem trazer grandes surpresas. As margens, no entanto, não atenderam ao que esperávamos, o que atribuímos ao aumento nos custos de insumos, especialmente cobre, além do impacto das tarifas e expansão da nova capacidade produtiva”, declarou a instituição aos seus investidores.
História da WEG
Resultados financeiros
No período de julho a setembro, a WEG registrou um lucro líquido de R$ 1,6 bilhão, representando um crescimento de 6,8% em comparação ao trimestre anterior. O balanço da empresa revelou que o lucro líquido deste último trimestre também apresentou um crescimento de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem líquida alcançou 15,3%, um recuo de 0,8 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre de 2022 e uma diminuição de 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
“Os resultados divulgados pela WEG para o terceiro trimestre foram mistos, com receita líquida e lucro líquido melhores do que o esperado, mas com margens mais fracas. A receita líquida totalizou R$ 10,9 bilhões, representando um crescimento de 6% na comparação anual e 1% acima das nossas previsões. O EBITDA foi de R$ 2,3 bilhões (+3% na comparação anual; 1% abaixo das expectativas), resultando em uma margem de 21,6%, em comparação a 22,2% no ano anterior e abaixo da nossa estimativa de 22,1%”, ressaltou o BTG Pactual em seu relatório.
A instituição observou que, de maneira geral, os resultados do terceiro trimestre foram mistos, com margens ligeiramente abaixo das previsões, mas crescimento um pouco superior ao esperado.
“No curto prazo, consideramos que os principais fatores a serem monitorados são: as próximas eleições presidenciais e suas implicações para o câmbio; além de possíveis discussões sobre a devolução das tarifas”, conforme nota do BTG Pactual.
A origem da WEG
A WEG, também conhecida como a “fábrica de bilionários”, foi fundada na cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, e atualmente está presente em 37 países. A empresa, conhecida pela fabricação de motores elétricos, começou suas atividades em 16 de setembro de 1961, fruto da união das habilidades de Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus, que fundaram a Eletromotores Jaraguá. Posteriormente, a empresa adotou a sigla WEG, que representa as iniciais dos fundadores.
Até a década de 1980, a WEG se especializou apenas na produção de motores elétricos, mas duas décadas após a sua fundação, começou a diversificar sua linha de produtos, incluindo componentes eletroeletrônicos, automação industrial, transformadores de força e distribuição, além de tintas líquidas e em pó, e vernizes eletroisolantes.
Em 1970, a WEG deu início às suas exportações, enviando produtos para países como Guatemala, Uruguai, Paraguai, Equador e Bolívia. Na mesma década, a empresa conquistou marcos significativos, como a entrada na bolsa de valores, a abertura de um escritório na Alemanha e a inauguração de uma segunda unidade fabril.
No decorrer da década seguinte, a WEG ampliou suas operações com a criação de divisões como a WEG Química e WEG Automação. Em 1990, a empresa estabeleceu filiais em várias regiões do Brasil e também no exterior, incluindo Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha e Suécia. Hoje, a WEG se destaca como uma das maiores empresas do Brasil.