A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) emitiu um alerta exigindo que as instituições tomassem providências para corrigir as vulnerabilidades ou desativassem os sistemas afetados.
Essas brechas podem ser exploradas por hackers para tomar controle de servidores de sites sem a necessidade de autenticação por senha.
O PHP, uma linguagem amplamente utilizada em plataformas de criação de sites, está no centro dessa questão, indicando que as vulnerabilidades podem impactar uma vasta gama de páginas na web, abrangendo desde lojas virtuais até sites de instituições governamentais.
A revelação sobre essas falhas surge em um contexto de crescente atenção à segurança de software, impulsionada pelo avanço de modelos de inteligência artificial (IA).
Se a tendência atual continuar, o número de vulnerabilidades registradas em 2026 pode dobrar o recorde estabelecido no ano anterior.
Na quarta-feira (21), desenvolvedores do projeto PHP disponibilizaram uma atualização para remediar as falhas.
A PHP Foundation, que apoia os programadores que atuam na linguagem, enfatizou: “Se você utiliza PHP, é crucial atualizá-lo imediatamente”.
As vulnerabilidades foram inicialmente reportadas em agosto pela Calif, uma empresa de segurança, e pela OpenAI, criadora do ChatGPT, que também identificou os problemas de forma independente no mesmo dia. Em seguida, a Wiz, uma empresa de segurança em nuvem vinculada ao Google, informou ter descoberto outras formas de explorar essas brechas.
Os problemas foram comunicados de maneira privada aos desenvolvedores do PHP e mantidos em segredo até que uma correção estivesse pronta.
Entretanto, os detalhes acabaram vazando na terça-feira, um dia antes do lançamento da solução, o que resultou em uma corrida para desativar sites.
Na França, sites de autoridades locais, incluindo o da Prefeitura de Polícia de Paris, estão fora do ar desde a tarde de quarta-feira, após a Agência Nacional de Cibersegurança francesa detectar uma “vulnerabilidade crítica de segurança”, segundo o Ministério do Interior.
Nos Países Baixos, o serviço nacional de identidade digital DigiD, o site da Câmara dos Representantes e o centro nacional de cibersegurança foram desativados como medida preventiva, conforme informações da emissora pública NOS.
Sites estão sendo desativados após a descoberta de vulnerabilidades que aumentam o risco de ataques hackers.